terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Excelentíssimo Tribunal.

Estava aqui pensando comigo, revendo meus sonhos e planos futuros.
Volta e meia encontro-me em devaneios, sensações de viagens ao meu próprio interior.
Presumo que o que mais doa não seja o fato de estar ou não assim, dolororo é saber que é tudo culpa tua, ou ainda pior... que o motivo foi eu ter ilusionado um sentimento recíproco que nunca existiu, foi eu ter "deduzido" que o que você sentia era realmente o que EU queria que você sentisse, é triste saber que a vítima também pode ser o malfeitor.
Seria você o culpado por não corresponder tudo que sinto, por não compactuar com minha brincadeira de "papai e mamãe", por não me permitir migalhas de atenção?
Ou o culpado seria eu, de ter me doado a quem eu a cada dia mais desconheço, ter renunciado esses 6 anos da minha vida voluntariamente e, por ter esperanças em quem eu sempre soube que jamais possuiria?
Nesse nosso grande juízo final, tenho medo. Medo de que nesse tal de interrogatório, descubram que nem em suas noites de embriaguez eu fui querido, desejado.
Medo de ser condenado - sei que sou possuinte de um ensino superior - porém meu maior medo não é de estar com vários detentos, é de estar só... e nessa solidão ter como única companheira minha conturbada e inconstante mente.
E ela, que é a principal responsável por ora me dar vagas idéias de surto; ora controlar para que o grande deficiente visual que é meu coração não me guie até você.
Sei que sou forte, preciso acreditar que sou, necessito falar/ouvir/mentalizar até que isso se torne verdade, nesse instante ligo a vitrola e ouço "Lulu Santos - Tempos Modernos" ; todavia a incapacidade de superar-te me faz automaticamente mudar de estação e sintonizar em "Ana Carolina - Uma Louca Tempestade".
Mas fique tranquilo, meu amor - não que você se importe - mas não terei nenhum ato suicida, até porque para tal... Eu necessitaria de um pouco mais de sentimentos.

w. simplício #

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